Mulheres no mercado de commodities: Conheça Thais Ferreira
No mercado financeiro, e especialmente no universo das commodities, a presença feminina tem ganhado cada vez mais destaque. Essas profissionais estão trazendo novas perspectivas, olhar estratégico e inovação em um contexto que pode ser o ponto de virada para o setor.
Para celebrar o mês da mulher, destacamos as histórias, desafios e conquistas dessas mulheres que fazem a diferença no mercado de commodities. Em uma conversa aberta, Thaís Ferreira, coordenadora de Risco de Mercado, compartilhou sua trajetória, insights sobre a profissão e sua visão sobre o futuro da participação feminina no setor.
Acompanhe esta série especial e conheça as vozes que fazem parte da Hedgepoint Global Markets.
Qual é o seu nome completo e qual é a sua função na Hedgepoint?
Thaís Ferreira, coordenadora de Risco de Mercado.
Como começou a sua trajetória no mercado financeiro/commodities?
Iniciei minha carreira como trainee de gestão de riscos em uma grande trading no Mato Grosso. Morei em Cuiabá por três anos e, depois, decidi voltar para São Paulo, onde atuei no mercado de adquirência por mais três anos, trabalhando com planejamento financeiro e estratégico. No entanto, senti falta da dinâmica do mercado de commodities e percebi que queria construir minha carreira na área de Riscos. Desde então, sigo nesse caminho.
Qual foi o maior aprendizado que você teve atuando no mercado de commodities?
Por ser um mercado extremamente dinâmico e com diversas frentes, o aprendizado é constante. Com o tempo, fui aprendendo a aplicar meus conhecimentos técnicos de forma mais intuitiva e natural, desenvolvendo tanto habilidades analíticas quanto interpessoais para me adaptar ao ritmo acelerado que esse mercado exige.
Estar aberta a novas estratégias e ideias, lidar com diferentes crises e mercados, interagir com novas pessoas e produtos — tudo isso faz parte do processo. Se eu pudesse resumir, diria que o maior aprendizado foi compreender que é preciso estar sempre em movimento e disposta a evoluir. No fim, cada experiência se transforma em conhecimento e crescimento.
Quais são os principais desafios que você enfrenta sendo mulher nesse mercado, que é tradicionalmente masculino?
Desde o início da minha carreira, percebi que este é um ambiente predominantemente masculino, além de ser extremamente exigente e de alta performance. Saber lidar com pressão e estresse é essencial. No começo, o maior desafio foi me impor e ser ouvida. Cada passo profissional parecia exigir uma nova prova de competência – muitas vezes, mais do que os demais.
Com o tempo e com boas lideranças, aprendi a lidar melhor com essas situações e a ganhar mais confiança. No meu caso, um trabalho bem-feito sempre falou mais alto do que qualquer questão de gênero. No entanto, reconheço que essa não é a realidade para todas as mulheres no mercado.
Como você enxerga o impacto do seu trabalho na Hedgepoint, seja entre o seu time ou no relacionamento com o cliente?
Sempre prezei pela excelência técnica, sem abrir mão do fator humano. Vejo meu trabalho como uma extensão do esforço do time e acredito que minha maior contribuição para a Hedgepoint é meu perfil direto e focado na resolução de problemas. Para isso, é essencial ouvir com atenção as demandas e desafios que nos são apresentados.
Procuro manter um bom relacionamento com meus colegas, agindo com empatia, eficiência e comunicação clara, mas sem deixar de cobrar o necessário. Gosto da forma como nosso time equilibra as necessidades da empresa com as soluções que podemos oferecer além do esperado.
Há algum projeto ou conquista na Hedgepoint que você tem orgulho de ter participado?
Adorei participar de grandes projetos voltados à automação e unificação de ferramentas na plataforma digital, como os Pre-Trades de EFRP, Offset Wire e IM Simulation, além da virada de chave na construção do banco de dados de Risco e da implementação de reportes dentro da AWS/Power BI. E o mais empolgante? Ainda há muito mais por vir!
De que maneira você acha que a Hedgepoint apoia o desenvolvimento das mulheres nesse mercado?
Mais do que apoiar, acredito que a Hedgepoint pratica a igualdade de gênero no dia a dia. Isso fica evidente na forma como mulheres ocupam posições estratégicas e técnicas, muitas vezes liderando equipes de alta performance. No departamento de Risco, por exemplo, há profissionais brilhantes realizando análises, simulações e muito mais para oferecer o melhor aos clientes. Acho isso sensacional!
Que conselho você daria para mulheres que desejam entrar no mercado financeiro e trabalhar no mercado de commodities?
Esse é um mercado dinâmico, desafiador e com alto nível técnico. Requer estudo constante, resiliência e disposição para enfrentar pressão. O início pode ser difícil, mas se esse for realmente o seu caminho, não desista. Com o tempo, as coisas fluem melhor e a experiência se torna um diferencial.
Como atuar no mercado financeiro contribuiu para o seu crescimento profissional e pessoal?
Sempre tive o desejo de atuar no mercado financeiro. Ainda na faculdade, já busquei cursos voltados para essa área. Ter conseguido ingressar no setor em que me formei só aumentou minha garra para crescer na carreira e conquistar meus objetivos. Quero continuar assumindo novas responsabilidades, liderando times e abraçando desafios – estou pronta para o que vier!
Como você equilibra sua vida pessoal e o ritmo intenso do mercado financeiro?
Com o tempo, aprendemos a encontrar esse equilíbrio. No meu caso, não sou casada nem tenho filhos, o que pode facilitar, mas ainda assim sempre escuto comentários de amigos e familiares sobre o quanto trabalho. Tento priorizar momentos de qualidade com as pessoas que são importantes para mim, seja saindo para comer, beber algo, bater um bom papo ou dar boas risadas. Apesar de ser caseira, faço questão de usar meu tempo livre para fortalecer esses laços.
Existe alguma história interessante ou que mais te impactou na Hedgepoint e que gostaria de compartilhar?
Em 2024, fui surpreendida ao descobrir que alguns colegas começaram a me chamar de “Dama de Ferro” dentro e fora do time de Risco. Achei engraçado e levei na brincadeira. Para mim, esse apelido reflete minha dedicação à carreira e ao trabalho de qualidade, tanto meu quanto do time. Mas o que mais gosto é que essas mesmas pessoas que me veem como alguém firme e exigente também compartilham comigo happy hours e boas conversas.
O próximo objetivo? Assumir o novo apelido de CEO dos happy hours! Estou animada para 2025!
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