A expectativa de uma safra robusta de cana no Centro-Sul em 2026/27, com produção projetada em cerca de 635 milhões de toneladas e produção de açúcar acima de 40 milhões de toneladas, deve reforçar o excesso de oferta global e manter pressão estrutural sobre os preços, enquanto o etanol volta a ganhar competitividade e protagonismo no ajuste do mercado.
Esse desempenho se soma à recuperação parcial da produção em países do Hemisfério Norte, como Índia, Tailândia e México, ampliando o excedente global e consolidando um cenário de preços estruturalmente mais baixos para o açúcar.
Nesse cenário, mesmo movimentos recentes de alta de preços — que levaram o açúcar a cerca de 16,1 centavos de dólar por libra — perderam força à medida que os prêmios de risco geopolítico diminuíram e o complexo energético recuou, evidenciando o caráter limitado desse suporte no curto prazo.
O etanol recuperou competitividade em relação ao açúcar desde o final de 2025, incentivando ajustes no mix produtivo das usinas. Atualmente, projetamos um mix próximo de 48% de açúcar, embora o nível necessário para equilibrar oferta e demanda esteja mais próximo de 44,5%, o que reforça o papel do etanol como principal alavanca de reequilíbrio.
“Embora fatores macroeconômicos e geopolíticos tenham impulsionado a volatilidade de curto prazo, os fundamentos permanecem baixistas, com o etanol recuperando competitividade como principal mecanismo de ajuste por meio de reduções no mix e estímulo à demanda”, afirma Lívea Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.
Os principais movimentos do mercado global de açúcar foram apresentados por Livea Coda na Live com Especialistas, realizada no último dia 16, de abril, com uma análise detalhada de produção, demanda, exportações e seus impactos nos preços.
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