A variação cambial representa a oscilação do valor de uma moeda em relação a outra, sendo definida principalmente pela oferta e demanda no mercado financeiro. Esse movimento impacta diretamente os preços das commodities, que geralmente possuem cotação em dólares americanos, influenciando a competitividade e a rentabilidade de toda a cadeia.
Para os agentes da cadeia de commodities, essa volatilidade das moedas é um dos principais fatores de risco, pois afeta tanto a receita das exportações quanto os custos de insumos importados. Por isso, desconsiderar essa variável ou analisá-la de forma isolada do preço do produto (commodity) pode comprometer a viabilidade financeira da operação.
Neste conteúdo, vamos abordar:
Boa leitura!
A variação cambial afeta diretamente as margens do exportador ao determinar quanto da receita em dólar será efetivamente convertido em moeda local. Quando o real se valoriza frente ao dólar, o valor recebido após a conversão diminui, o que pode reduzir ou até anular os ganhos obtidos com preços elevados das commodities no mercado internacional.
Por outro lado, a desvalorização do real tende a aumentar a competitividade do produto brasileiro no exterior, já que o torna mais barato para compradores internacionais, favorecendo as exportações. No entanto, esse mesmo movimento tem um efeito negativo sobre os custos: insumos como fertilizantes, defensivos agrícolas e maquinários, em grande parte importados, ficam mais caros, pressionando a estrutura de custos e a rentabilidade do produtor.
Além disso, existe uma relação estreita entre o comportamento do dólar e os preços das commodities. Em geral, quando a moeda americana se fortalece, as cotações das commodities denominadas em dólar tendem a recuar. Já em cenários de dólar mais fraco, os preços dessas mercadorias costumam subir. Essa dinâmica reforça a necessidade de acompanhamento constante, já que movimentos aparentemente favoráveis em uma variável podem ser neutralizados por mudanças na outra.
Como destaca Guilhermo Marques, Diretor Global de FX e Derivativos Listados da Hedgepoint, “olhar isoladamente para o câmbio ou para a commodity pode ser insuficiente”. Uma oscilação em qualquer uma dessas frentes pode comprometer os resultados esperados. Por isso, uma gestão de risco eficiente deve considerar o impacto conjunto dessas variáveis sobre o fluxo de caixa, e não apenas o preço de venda do produto físico. A previsibilidade financeira está diretamente ligada à compreensão de como câmbio e commodities interagem no dia a dia do negócio.
O erro mais recorrente das empresas exportadoras está na gestão fragmentada do hedge, geralmente causada pela falta de conhecimento sobre a própria exposição ao risco. É comum que o foco se concentre apenas no preço da commodity, enquanto a variação cambial seja negligenciada. Essa abordagem deixa a operação vulnerável a movimentos do câmbio capazes de anular completamente a margem obtida na venda.
Esse problema se agrava quando as áreas comercial e financeira atuam de forma descoordenada. Em muitos casos, o exportador consegue travar um preço atrativo para produtos como soja ou milho, mas pode sofrer perdas relevantes caso o real se valorize antes da conversão da receita em dólar. Essa visão isolada cria uma falsa sensação de proteção, quando, na prática, parte essencial do risco permanece descoberta. Como consequência, a empresa reduz sua capacidade de capturar oportunidades de mercado de forma consistente.
Segundo Guilhermo Marques, existe no mercado brasileiro uma aversão histórica ao uso de instrumentos de hedge, especialmente derivativos, muitas vezes associada a experiências negativas do passado. No entanto, o verdadeiro fator de vulnerabilidade é justamente a ausência de proteção. O especialista destaca a importância de um processo de reeducação, no qual o foco deixe de ser apenas o nível do preço e passe a ser a preservação e a melhoria das margens.
A separação entre câmbio (FX) e commodity como exposições independentes cria uma falsa sensação de proteção e compromete a leitura do risco econômico da operação. Mesmo com o preço da mercadoria travado, movimentos adversos do câmbio podem deteriorar o resultado financeiro e inviabilizar o planejamento. De acordo com Guilhermo Marques, ganhos obtidos em uma ponta da operação podem ser anulados por uma gestão de risco incompleta.
A ausência de integração também limita o uso adequado de métricas como o Value at Risk (VaR), que mede a exposição real a partir da volatilidade histórica dos preços. Nesse cenário, a empresa pode permanecer exposta a oscilações aparentemente pequenas, de 1% a 5%, mas suficientes para impactar margens já apertadas. Em um ambiente de alta volatilidade, estratégias de hedge integradas tornam-se essenciais para preservar resultados e manter a competitividade.
O hedge integrado funciona como uma abordagem holística para proteger a margem operacional. Ele permite que o cliente trave tanto a venda da commodity quanto o câmbio futuro de forma simultânea. Esta estratégia garante que o preço alto do produto e a cotação favorável do dólar sejam assegurados.
Para implementar este modelo de gestão de risco, Guilhermo Marques, da Hedgepoint Global Markets, sugere uma evolução gradual no conhecimento dos instrumentos de hedge. O processo deve começar com conceitos básicos e evoluir conforme a maturidade da empresa.
A proteção conjunta entre câmbio e commodity traz maior previsibilidade ao fluxo de caixa e mais segurança para o planejamento de longo prazo. Conforme destaca Marques, “o objetivo do hedge é proteger, e não especular para ganhos”, reforçando que o foco central dessas estratégias está na preservação da margem de lucro.
Ao adotar instrumentos de hedge de forma integrada, os agentes da cadeia de commodities reduzem o impacto das incertezas externas e fortalecem a sustentabilidade financeira do negócio.
A gestão de riscos em um ambiente volátil exige inteligência de mercado e leitura precisa do cenário global. As oscilações cambiais, movimentos das commodities e fatores macroeconômicos atuam de forma integrada, o que demanda estratégias baseadas em dados, monitoramento contínuo e decisões bem fundamentadas.
Nesse contexto, operar sem apoio técnico eleva significativamente o risco da operação. Guilhermo Marques reforça que o primeiro passo é buscar uma gestora de riscos. Segundo ele, “é tranquilo navegar com quem explica”, ressaltando a importância de evitar decisões às cegas e de compreender os riscos envolvidos, as possibilidades de proteção e as oportunidades de melhoria de margem.
A Hedgepoint alia essa abordagem didática à análise global e à modelagem de cenários para apoiar a proteção das margens de seus clientes. Em um cenário de alta incerteza, a gestão ativa do câmbio e dos preços das commodities é essencial para a sustentabilidade do negócio.
A Hedgepoint Global Markets apoia os agentes da cadeia na tomada de decisões técnicas e seguras, elevando o nível da gestão de riscos.
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