Hedgepoint reúne mercado global de açúcar durante a London Sugar Week

Evento proprietário realizado em 6 de outubro reuniu 64 participantes para discutir os fundamentos do mercado global de açúcar, os impactos climáticos sobre a oferta e as perspectivas para a safra brasileira de 2027/28.

Hedgepoint Global Markets
Oct 19, 2026, 11:16:17 AM

 

A Hedgepoint Global Markets realizou um evento proprietário em Londres, no dia 6 de outubro, durante a London Sugar Week, período que concentra alguns dos principais encontros do calendário internacional do mercado de açúcar, incluindo o tradicional Sugar Dinner.

 

O encontro reuniu 64 participantes, entre clientes, parceiros e profissionais do setor, em um espaço dedicado à análise dos fundamentos do mercado global de açúcar e à troca de perspectivas sobre os fatores que vêm influenciando a oferta, a formação de preços e as expectativas para as próximas safras.

 

WhatsApp Image 2026-10-06 at 13.05.41 (1)A programação combinou uma apresentação de Market Intelligence da Hedgepoint com um painel de discussão moderado por Lívea Coda, Coordenadora de Market Intelligence da companhia. Participaram do debate Murilo Mello, Head of Desk | Sugar at Hedgepoint; Vipul Bhandari, Head of Desk | EMEA at Hedgepoint; Ravi Gupta, membro do conselho executivo da Shree Renuka Sugars Limited; e Sulian Lizé, Head of Sugar Research na Tereos.

 

“A realização deste encontro durante a London Sugar Week reforça a nossa estratégia de criar espaços para uma discussão técnica e aprofundada sobre os movimentos mais relevantes do mercado internacional. Aqui, queremos aproximar diferentes perspectivas para falar sobre os desafios e as transformações da cadeia global de açúcar”, afirma Murilo Mello, Head of Desk, na Hedgepoint Global Markets.

 

 

 

Um mercado sustentado pelo aperto da oferta no curto prazo

 

Na apresentação, Livea Coda destacou como as condições climáticas têm influenciado o balanço global de açúcar e contribuído para a sustentação dos preços. As perdas agrícolas em regiões produtoras do Hemisfério Norte, combinadas aos impactos do excesso de chuvas sobre o processamento da safra 2026/27 no Centro-Sul brasileiro, reduziram a disponibilidade de curto prazo e intensificaram a percepção de restrição da oferta.

 

“Esse cenário contribuiu para a valorização das cotações, com o contrato de outubro de 2026 superando 18,5 centavos de dólar por libra-peso durante o movimento de alta. A atuação compradora dos fundos especulativos também ampliou a movimentação dos preços, porém, destaca-se que o real suporte aos preços econtra-se no contrato de março de 2027, período no qual o aperto físico deverá ser sentido”, destaca Lívea Coda, coordenadora de Market Ingelligence na Hedgepoint Global Markets.

 

Apesar desse suporte, os fundamentos da demanda ainda não confirmam integralmente a percepção de escassez. Sinais mais fracos de consumo e a desaceleração das importações chinesas contribuíram para uma correção das cotações, indicando que o comportamento do mercado depende não apenas das condições de oferta, mas também da confirmação da demanda e da evolução das posições financeiras.

 

A análise também destacou que o aperto do balanço está concentrado, em grande medida, no contrato de março de 2027, negociado acima de 20 centavos de dólar por libra-peso. “Essa concentração reforça a importância de acompanhar a evolução dos fundamentos ao longo do ciclo e avaliar em que medida as restrições atuais podem persistir nos próximos meses”, destaca Lívea.

 

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 Clima e safra brasileira no centro das perspectivas para 2027/28 

O cenário climático foi outro eixo central das discussões. As condições associadas a um episódio forte de El Niño representam um fator de pressão para diferentes regiões produtoras do Hemisfério Norte, onde a redução da umidade afetou o desenvolvimento de culturas como a beterraba açucareira e a cana-de-açúcar.

 

No Brasil, entretanto, as perspectivas para o Centro-Sul apontam para uma dinâmica diferente. O volume de chuvas observado na região pode favorecer o desenvolvimento da cana e contribuir para uma recuperação da produtividade na safra 2027/28, ampliando a disponibilidade de açúcar no ciclo seguinte.

 

As projeções apresentadas pela Hedgepoint indicam um aumento da produção de açúcar do Centro-Sul de 38,5 milhões de toneladas em 2026/27 para 43,8 milhões de toneladas em 2027/28. O cenário considera uma recuperação tanto da produtividade agrícola quanto do mix açucareiro em 2027/28, com a participação do açúcar na produção estimada em 50,5%, ante 46,8% na 2026/27.

 

Caso esse potencial se confirme, uma safra brasileira maior poderá contribuir para aliviar as restrições de oferta e limitar a sustentação dos preços mais adiante no ciclo. A perspectiva, porém, ainda depende da evolução das condições climáticas, do desenvolvimento dos canaviais e das decisões de produção das usinas.

 

Nesse contexto, a análise do mercado exige acompanhar simultaneamente os riscos de curto prazo e os fatores capazes de alterar o balanço global nos ciclos seguintes. Embora o cenário atual seja marcado pela restrição da oferta, as perspectivas para a produção brasileira em 2027/28 podem representar um importante ponto de inflexão para a curva de preços.

 

Conectando conhecimento de mercado e perspectivas globais

 

Além da apresentação técnica, o painel proporcionou uma oportunidade para discutir os principais fundamentos do setor a partir de diferentes perspectivas, reunindo profissionais com experiência em inteligência de mercado, trading, pesquisa e produção de açúcar.

 

A participação de representantes da Hedgepoint, da Shree Renuka Sugars e da Tereos ampliou o diálogo sobre as variáveis que influenciam as decisões dos participantes da cadeia, em um momento no qual as condições climáticas, a disponibilidade global e as expectativas para as próximas safras seguem no centro das atenções.

 

Para a Hedgepoint, realizar um evento próprio durante a London Sugar Week é uma oportunidade de fortalecer o relacionamento com clientes e parceiros, fomentar a troca de conhecimento sobre os fatores que influenciam os mercados globais de commodities e reforçar seu compromisso de conectar inteligência de mercado, expertise técnica e gestão de riscos, apoiando os participantes da cadeia na compreensão das mudanças nos fundamentos e de seus potenciais impactos sobre as decisões comerciais.

 

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