Quais são as principais pragas agrícolas do café?

Conheça as principais pragas agrícolas do café. Explicamos como combatê-las e destacamos os seus impactos na produção da commodity.

27 de Março de 2024

Hedgepoint Global Markets

As pragas agrícolas trazem inúmeros problemas nas lavouras de café. Nesse sentido, elas podem causar danos diretos e indiretos que afetam a produção e a qualidade do produto final.

Sendo assim, contribuem até mesmo para gerar volatilidade no mercado cafeeiro: a menor produtividade traz riscos no balanço entre oferta e demanda da commodity. No Brasil, as pragas agrícolas exigem extrema atenção, afinal, o país é o maior produtor e exportador de café do planeta.

Pensando nisso, elaboramos esse conteúdo exclusivo em que você irá compreender:

  • As principais pragas agrícolas do café e seus impactos.
  • Como a tecnologia ajuda no combate e prevenção.
  • A importância do conhecimento para os produtores adotarem as melhores estratégias de gerenciamento de riscos.

Boa leitura!

Quais são as principais pragas agrícolas do café?

Abaixo, explicamos em detalhes quais são as 5 principais pragas agrícolas do café. Confira em seguida!

●     Broca-do-café (Hypothenemus hampei)

Há relatos de problemas causados pela broca-do-café desde 1920 no Brasil. Ela é um besouro que atinge os frutos da commodity e se reproduz dentro deles. Após o acasalamento, os machos permanecem dentro dos frutos. As fêmeas, por sua vez, saem para colonizar novos frutos.

Por isso, o principal aspecto que leva à infestação da broca é deixar frutos caídos na lavoura. É justamente através deles que a broca se multiplica e cresce.

Consequentemente, as larvas desta praga consomem as sementes de café e causam danos à qualidade e quantidade da colheita. Regiões com maior umidade e mais adensadas têm um risco maior de desenvolvimento da broca-do-café. Portanto, lavouras com invernos chuvosos podem sofrer mais ataques.

●     Ácaro-rajado (Tetranychus urticae)

Ácaro que se alimenta das folhas da planta de café e causa amarelamento e queda dessas folhas. Posteriormente, essas áreas ficam necrosadas e ocorre perfuração na área afetada. Isso prejudica consideravelmente a saúde geral da planta.

●     Cigarrinha (Empoasca spp.)

É um inseto sugador de seiva e que causa prejuízos devido às suas picadas, pois injeta toxinas nas plantas atacadas. Essa espécie traz danos de ordem física, em decorrência da penetração do estilete no floema da planta.

O resultado? Desorganização e granulação das células, o que obstrui os vasos que conduzem a seiva. Além disso, também há a injeção de substâncias toxicológicas durante a alimentação.

Em casos mais graves, há o amarelecimento das margens dos folíolos e posterior secamento das estruturas, o que pode causar redução no porte das plantas. Para a cultura do café, a cigarrinha acarreta o desenvolvimento de doenças e impacta a produtividade.

●     Cochonilha (Planococcus citri)

É um inseto sugador de seiva que se alimenta das plantas de café e ocasiona danos diretos ao se alimentar da seiva dos ramos, folhas e frutos. Isso resulta em um enfraquecimento geral das plantas, redução da capacidade de fotossíntese e diminuição na produção de grãos do café.

Além disso, a presença da cochonilha pode favorecer o desenvolvimento de fungos nocivos, como a fumagina, que se alimentam dos excrementos açucarados dos insetos. Logo, é uma praga agrícola que prejudica ainda mais a saúde e o rendimento das plantas de café.

●     Ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix)

A ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix) é uma doença fúngica devastadora que atinge severamente a cultura do café. Esse fungo se desenvolve nas folhas das plantas de café e forma manchas amareladas que eventualmente se transformam em pústulas alaranjadas.

Essas pústulas contêm esporos que se espalham facilmente pelo vento e pela água da chuva. Então, a ferrugem compromete a capacidade das folhas de realizar fotossíntese e leva às seguintes consequências:

  • Queda prematura das folhas.
  • Redução na produção de nutrientes.
  • Enfraquecimento geral da planta.

Como resultado, acontece uma diminuição significativa na produção de grãos e na qualidade do café. A doença pode se espalhar rapidamente em condições favoráveis de umidade e temperatura e representa uma ameaça constante para as plantações de café.

Leia também:

Entenda os efeitos das pragas agrícolas na cultura do café

Para você entender como as pragas afetam o setor cafeeiro, trazemos o exemplo de um acontecimento que marcou os produtores da América Central e Colômbia.

De 2009 a 2013, a América Central e a Colômbia foram afetadas por um surto significativo de uma praga específica: a ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix), que mencionamos anteriormente.

Durante esse período, ela causou danos extensivos nas plantações de café em vários países da América Central. Entre eles, Honduras, Guatemala, Costa Rica, El Salvador e Nicarágua, bem como na Colômbia.

Atribuiu-se a propagação rápida da ferrugem a condições climáticas específicas e à falta de medidas adequadas de controle. Esse surto teve impactos significativos na produção de café e trouxe perdas de colheitas.

Os agricultores precisaram implementar medidas de controle, como a aplicação de fungicidas. Além disso, a situação destacou a vulnerabilidade das plantações de café a doenças e a necessidade de estratégias mais eficazes de manejo e prevenção. Após esse período, diversos países afetados passaram a plantar novas áreas com variedades resistentes à doença.

Leia mais:

Tecnologia: aliada no combate de pragas agrícolas do café

Falamos acima sobre a necessidade de serem adotadas estratégias avançadas para o controle de pragas do café. Nesse sentido, a tecnologia ocupa um papel central.

Na tabela abaixo, explicamos cada uma das aplicações tecnológicas que contribuem na prevenção e no combate de pragas.

pragas agrícolas

hEDGEpoint HUB: conhecimento para os produtores de café

Como você percebeu, é importante que o produtor conheça bem o que pode afetar a sua produção de café. Esse é o caso das pragas agrícolas, pois são capazes de impactar toda a receita final visada.

Portanto, torna-se essencial que os produtores adotem medidas para prevenir e combater o surgimento dessas pragas. O conhecimento na área faz toda a diferença para que ele possa estabelecer as melhores práticas para a sua cultura e também gerenciamento da mesma.

O hEDGEpoint HUB existe justamente com a finalidade de capacitar os envolvidos na cadeia em gerenciamento de riscos de commodities agrícolas. Com cursos adaptados para diferentes graus de conhecimento, essa é a ferramenta educativa da hEDGEpoint.

Nela, aliamos cursos e educação financeira a pesquisas, análises e relatórios aprofundados. Tudo em um só lugar para desenvolver a gestão de risco em commodities.

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