Quais os riscos do mercado de commodities e como se proteger?

Toda a cadeia do mercado de commodities está exposta a riscos, mas alguns deles podem ser gerenciados através de estratégias específicas, como o hedge.

21 de dezembro de 2022

Hedgepoint Global Markets

O mercado de commodities têm grande importância para a economia do país. Em 2021, o setor teve participação de 27,5% no PIB nacional. Já em 2022, deve fechar um pouco abaixo disso, mas mantendo ainda mais de ¼ do total. 

Sendo assim, é possível imaginar a quantidade de transações financeiras que acontecem diariamente neste mercado. Elas envolvem não só os compradores e vendedores de commodities, mas também as indústrias manufatureiras,  instituições financeiras e cadeia de suprimentos. 

As peculiaridades do mercado de commodities

Existem algumas características que são comuns a todas as commodities. São essas definições que dão origem a estes produtos como categoria única, já que existe uma grande variedade deles.

As commodities podem ser classificadas por origem:

  • Agrícolas (soja, milho, açúcar, algodão, biocombustíveis).
  • Minerais (petróleo, gás natural, minérios).
  • Industriais (petroquímicos).

Ou por uso:

  • Alimentos (soja, milho, açúcar).
  • Metais (minérios, aço, alumínio).
  • Energia (petróleo, gás, gasolina, biocombustíveis).
  • Fibras (pluma de algodão, fibras sintéticas).

Elas são matérias-primas geralmente produzidas em larga escala e não industrializadas. Mas a característica que talvez seja a mais marcante é a volatilidade da formação de preço das mesmas. 

O valor de uma commodity é definido por oferta e demanda. O problema é que muitos fatores influenciam diretamente no que o mercado tem a oferecer ou não, fazendo os preços baixarem ou subirem rapidamente. 

Por depender de muitos aspectos ao mesmo tempo – clima, variação do dólar, transporte, oferta mundial e outros – também existem diversos tipos de riscos. Uns gerenciáveis, outros não. 

Riscos sistêmicos X riscos não sistêmicos 

Dentre os diversos tipos de riscos aos quais o agronegócio está exposto, podemos considerar que alguns são sistêmicos – quando englobam toda a cadeia de suprimentos – e outros, não sistêmicos – os que dizem respeito à realidade de cada um e não necessariamente vão afetar toda a cadeia.

Riscos não sistêmicos:

Os não sistêmicos, são aqueles considerados incontroláveis e que normalmente não estão diretamente ligados às transações financeiras. Podemos citar como os principais os riscos climáticos e os operacionais.

Risco climático é aquele que diz respeito aos fenômenos naturais. Mesmo havendo previsão do tempo, não se pode mudá-la. E, ainda assim, surpresas podem ocorrer. Pode-se tentar se antecipar aos problemas causados por chuvas em excesso e secas, mas as commodities agrícolas precisam de determinadas condições para uma boa safra. 

Há ainda os tornados, tempestades, geadas e fenômenos, como o La Niña, que podem causar grandes estragos e não há forma de impedi-los. Mesmo a previsão do tempo pode não ser suficiente, já que no mercado agro se trabalha com previsões para daqui quatro ou cinco meses.

Ou seja, é possível ter apenas uma estimativa, mas que pode se modificar muito ao longo de tanto tempo e acabar trazendo surpresas desagradáveis. 

Outro risco não sistêmico que pode ser mencionado é o operacional. São riscos que, como o nome já diz, ocorrem na operação. Normalmente estão ligados a falhas humanas, acidentes, problemas no maquinário e outros dessa natureza. 

Riscos sistêmicos: 

Por riscos sistêmicos podemos compreender aqueles que podem levar a um efeito bola de neve. Quando afeta uma parte da cadeia, provavelmente acabará afetando toda ela. 

Por exemplo, se com a Guerra da Ucrânia o preço dos fertilizantes subiu, esse preço será repassado para o produtor, que repassará para quem compra dele e assim por diante.

Entre os riscos sistêmicos, podemos nomear dois tipos principais: os de mercado/preço e os de crédito/da contraparte. 

Os riscos de crédito abrangem aqueles em que uma das partes acaba não honrando suas obrigações estabelecidas em contrato. Aqui entram questões como não cumprimento de prazo, não entrega do produto, pagamento atrasado, entre outros.

Para problemas desta natureza, a melhor forma de se precaver é por meio de recomendações, busca de referências de quem se compra ou vende, levantamento do histórico do contratante ou contratado e de outras informações que tornem a transação mais segura. 

Já o risco de mercado é o que diz respeito à variação de preços. Como são definidos internacionalmente, são muitos os aspectos que influenciam, pois depende da situação da economia mundial. 

Quais são os riscos de mercado para a cadeia de commodities? 

O preço das commodities são determinados pela oferta e procura internacional – mesmo quando a distribuição fica em solo nacional. Isso porque a demanda gera competição tanto entre os países que produzem quanto pelos que consomem. 

Sendo assim, a Bolsa de Chicago, nos EUA, é a principal referência da formação de preços. Afinal, é por lá que é feita a maioria das negociações de compra e venda de produtos agrícolas.

Já o FOB (Free on Board) indica o preço da soja cotado no porto de origem. Ele é derivado de uma convergência da cotação na Bolsa de Chicago adicionado ao Prêmio da soja (uma equalização entre o valor da bolsa e a origem/destino da soja) no porto de origem.

Por isso, o risco de mercado está relacionado principalmente à taxa cambial. Ela pode influenciar não apenas uma, mas diversas vezes na definição de preço de uma mesma commodity.

A variação de câmbio aparece no valor de investimentos para a próxima safra, de compra de insumos, importação de suprimentos e, é claro, a cotação no momento da venda. 

Essas variações até podem acabar gerando lucro quando a cotação do dólar está maior no momento da venda, em comparação ao período de investimentos. Porém, é preciso contar com a sorte.

Para não ficar à mercê do azar, é preciso fazer gerenciamento de riscos. Hoje, existem no mercado recursos para se proteger da volatilidade deste mercado e se prevenir de surpresas, garantindo bons negócios.  

Como se proteger das variações do mercado de commodities?

Criar uma boa estratégia de hedge pode ser a chave para evitar surpresas desagradáveis em sua programação financeira. Por outro lado, não basta apenas decidir usar essa forma de proteção. É preciso muito estudo e conhecimento prévio.

A melhor opção para entrar neste universo é contar com um parceiro que possua vasto entendimento no mercado financeiro e, ao mesmo tempo, no agrícola. 

Somente a partir de uma visão ampla de um contexto tão complexo e do mercado global será possível tomar as melhores decisões. 

A hEDGEpoint alia o conhecimento de especialistas do mercado agro com soluções em gestão de risco por meio de tecnologias e consultoria customizada, Assim, é capaz de oferecer sempre a melhor experiência em operações de futuros.

Estamos presentes globalmente, sempre preparados para atender a qualquer momento e em qualquer lugar. Entre em contato com um especialista para saber mais sobre como utilizar este instrumento a favor dos seus negócios.   

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