O que é fungibilidade no mercado de commodities?
Para entender o que é fungibilidade, basta pensarmos no dinheiro. Se você tem uma nota de R$ 20, pode facilmente trocá-la por duas notas de R$ 10. O valor permanece o mesmo. As commodities seguem a mesma lógica, pois podem ser trocadas desde que sejam da mesma espécie e com igual qualidade e quantidade.
Porém, se você quiser trocar uma obra de arte verdadeira por sua réplica, os valores serão diferentes. Nesse caso, as obras de arte são bens infungíveis, já que têm atributos exclusivos que acarretam mudanças de preço.
Quer entender melhor como a lógica da fungibilidade se aplica ao mercado de commodities e ao hedge? Continue a leitura!
Commodities: por que são bens fungíveis?
A fungibilidade é um conceito que se refere à capacidade de substituir uma unidade de um produto por outra unidade deste mesmo produto. Em outras palavras, se algo é fungível, isso significa que suas unidades individuais são idênticas e intercambiáveis, independentemente de quem as possua.
As commodities são produtos básicos, como soja e café. Com comercialização global e preços que dependem da oferta e demanda a nível mundial, a fungibilidade se torna especialmente relevante, porque toda commodity tem aspectos comuns para cada uma de suas unidades, como peso, densidade e tamanho.
Abaixo, resumimos os 5 pontos principais de como as commodities estão associadas à fungibilidade.
- Padronização: as commodities tradeadas em bolsa seguem especificações padronizadas que definem características como qualidade, peso e tamanho. Isso garante que as unidades sejam equivalentes nas mais diversas operações.
- Negociação: os negociadores podem comprar e vender contratos de commodities sem levar em consideração a origem específica das unidades. Pouco importa onde o produto foi cultivado: ele terá o mesmo valor monetário desde que apresente as mesmas características e condições de qualidade.
- Preços: a fungibilidade também influencia a formação de preços das commodities. Uma unidade de um determinado tipo de commodity tem o mesmo valor que outra unidade do mesmo tipo, independentemente de onde ela foi produzida ou armazenada.
- Mercados futuros e derivativos: a fungibilidade é essencial nos mercados de futuros e derivativos, onde os contratos são baseados em commodities subjacentes. Dessa forma, permite-se a liquidação e compensação eficientes nessas transações.
Como a fungibilidade das commodities se relaciona ao hedge?
A fungibilidade das commodities está intimamente ligada ao hedge no mercado financeiro. O hedge é uma ferramenta utilizada por empresas e investidores para se protegerem da volatilidade de preços das commodities.
Por exemplo, imagine uma empresa que produz e vende pipoca. Ela precisará de milho como matéria-prima da sua mercadoria. Para se proteger do aumento dos preços, pode recorrer ao uso de derivativos, como contratos futuros, a fim de fixar um valor favorável de compra daqui a 2 meses. O milho é um item fungível, o que dispensa a necessidade de avaliar a sua origem específica.
Assim, a fungibilidade das commodities permite que as empresas e investidores recorram a contratos futuros como ferramentas de hedge de forma eficaz, sem se preocuparem com as características únicas do produto. Isso é fundamental para o processo de gerenciamento de riscos e contribui para a maior estabilidade das transações realizadas.
Fungibilidade: por que é importante entender sobre isso?
Conhecer esse conceito faz toda a diferença para tomar decisões bem informadas nas negociações. Em relação às commodities, é possível adotar estratégias de basis, por exemplo, para conseguir vantagens com a compra e venda desses ativos no mercado à vista ou futuro.
A fungibilidade permite determinar os preços das commodities de maneira mais confiável e transparente. Se todas as unidades de uma commodity forem consideradas equivalentes, o preço será definido com base na oferta e demanda globais, em vez de se basear em detalhes específicos de cada unidade.
Assim, aumenta-se também a liquidez, pois as unidades são intercambiáveis e há um grande número de compradores e vendedores em potencial.
hEDGEpoint: transforme riscos em oportunidades
A fungibilidade é um conceito que deve ser entendido para que os negociadores atuem de forma estratégica no mercado de commodities.
A hEDGEpoint entende profundamente de todos os fatores que influenciam esse setor. Com inteligência de mercado, análise de dados e equipe multidisciplinar, atuamos de forma global para oferecer ferramentas de hedge sofisticadas.
Com a hEDGEpoin Academy, é possível aprofundar o conhecimento sobre fungibilidade e demais conceitos importantes para gerenciar riscos de commodities agrícolas e energéticas. Transforme riscos em oportunidades e esteja preparado para tomar decisões informadas.
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Conheça as principais bolsas para precificar commodities
Falamos recentemente sobre o uso de contratos futuros para a negociação de commodities como soja e milho. Essas operações são habitualmente realizadas em um ambiente próprio de negociação que estabelece as regras de elaboração desses contratos, oferecendo os preços de referência de acordo com o equilíbrio entre oferta e demanda a nível global.
Existem as bolsas de valores, onde ocorre a negociação de ações, ou seja, pequenas parcelas de empresas compradas e vendidas dentro desse ambiente controlado. O resultado de lucro ou prejuízo só virá realmente quando a ação for vendida.
Já a Bolsa de Mercadorias e Futuros é o local de negociação de contratos de commodities por meio de mecanismos como derivativos agrícolas e ativos financeiros. Nessas operações, é necessário ajustar o preço do contrato diariamente, pagando ou recebendo pela diferença de valor.
As principais bolsas em que as commodities são negociadas mundialmente incluem:
- CME GROUP (Chicago Mercantile Exchange);
- NYBOT (New York Board of Trade);
- ICE (Intercontinental Exchange);
- Euronext;
- B3.
Continue a leitura para entender a relevância de cada uma delas e como se relacionam ao hedge e mercado de commodities.
Qual a importância das bolsa de mercadorias para a negociação de commodities?
As commodities são mercadorias básicas, em geral matérias-primas ou produtos agrícolas. As bolsas de mercados e futuros são referência para esse setor e criam um local onde esses produtos podem ser comprados e vendidos de maneira regulamentada.
A importância das bolsas de mercadorias e futuros para a cadeia global de commodities inclui:
- Precificação: fornecem um ambiente de negociação onde os preços das commodities são definidos com base na oferta e demanda do mercado.
- Hedge: produtores, compradores e investidores podem usar os mercados de commodities para se protegerem da variação de preços. É possível gerenciar riscos por meio de instrumentos como o uso de derivativos, a fim de fixar preços dos produtos para a compra ou venda em uma data futura.
- Descoberta de preços: as bolsas contemplam informações em tempo real sobre os preços de produtos básicos, o que possibilita a tomada de decisões mais assertivas sobre quando comprar ou vender.
- Liquidez: as bolsas de commodities atraem diversos participantes, aumentando a liquidez dos mercados. Assim, os negociadores podem encontrar contrapartes de forma facilitada para realizarem transações.
- Padronização: a negociação é baseada em contratos padronizados, o que facilita todo o processo e reduz a necessidade de acordos individuais complexos Proporciona-se transparência e confiança a todos os envolvidos.
Abaixo, trazemos quais são as principais bolsas de negociação no mercado de commodities.
CME GROUP (Chicago Mercantile Exchange)
A Bolsa de Chicago é um dos maiores ambientes de negociação de derivativos do mundo. É composta por quatro bolsas norte-americanas: CME, CBOT, NYMEX e COMEX. A união desses mercados resultou em uma variedade de contratos negociados, tornando a Bolsa de Chicago referência na formação global dos preços de ativos.
Sua origem remonta ainda no século XIX, com a criação da Chicago Board of Trade (CBOT) para organizar a cadeia de grãos. É a mais antiga bolsa de negociação de commodities do mundo.
Após 50 anos, surge a Chicago Mercantile Exchange (CME). Em 2007, CBOT e CME se fundem, originando o CME Group. No ano seguinte, incorporam a New York Mercantile Exchange (NYMEX) e a Commodities Exchange (COMEX), expandindo a atuação para o mercado de energia e metais.
A Bolsa de Chicago é a principal referência para a cotação de commodities agrícolas. Entre os seus principais ativos, destacam-se os contratos de grãos como milho e soja. Além disso, opera contratos de gás natural, carvão, produtos refinados, biocombustível e metais como ouro, prata e cobre.
ICE (Intercontinental Exchange)
A Intercontinental Exchange (ICE) é especializada em negociações eletrônicas de commodities e outros ativos. Dessa forma, permite operações em tempo real, abrangendo diferentes fusos horários.
Fundada em 2000 e com sede em Atlanta, nos Estados Unidos, a ICE rapidamente se tornou uma das principais plataformas globais para a precificação e negociação de commodities, principalmente de energia.
A ICE opera três bolsas de futuros, incluindo, em Londres, a ICE Futures Europe. Neste ambiente, ocorre a negociação de metade dos contratos futuros de petróleo bruto e refinado transacionados diariamente no mundo.
NYBOT New York Board of Trade
Criada em 1792, a Bolsa de Nova York funciona como uma espécie de termômetro para indicar os ânimos do mercado financeiro e dos investidores a nível mundial. Desde então, foi responsável por ser o local para negociação de ações de algumas das maiores empresas de capital aberto do planeta.
Essa bolsa serve como um centro de negociação para uma ampla gama de instrumentos financeiros. Entre eles, podemos destacar ações, títulos e fundos negociados em bolsa (ETFs, tradução livre da sigla em inglês).
Em relação ao mercado de commodities, a Bolsa de Nova York é especialmente relevante para negociações de contratos de produtos como açúcar e café arábica. Os preços negociados na Bolsa de Nova York costumam ser referência para países como o Brasil.
Atualmente, a Bolsa de Nova York faz parte da ICE. Portanto, contratos de açúcar, algodão, café e cacau são negociados na ICE.
Bolsa da Europa: Euronext
A Euronext é a bolsa referência na Europa, operando mercados financeiros em várias cidades importantes do continente. Fundada em 2000, tem sedes em Amsterdã, nos Países Baixos e também em outras cidades, incluindo Paris, Bruxelas, Dublin, Lisboa, Oslo e Milão.
É conhecida por fornecer uma plataforma para negociação de uma variedade de instrumentos financeiros. Ela possui uma grande influência principalmente na cotação de moedas e disponibiliza dados do mercado de listagem, serviços de custódia e liquidação.
A Euronext é um importante centro para a formação de preços para várias empresas europeias, o que influencia os mercados de ações em toda a região. Além disso, a Euronext consolidou os mercados financeiros europeus, agrupando várias bolsas regionais sob uma única entidade.
Bolsa referência do Brasil: B3
No Brasil, há a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), onde são negociados contratos adaptados para o ambiente brasileiro. A B3 não é uma bolsa tradicional para comercialização de commodities. Por isso, grande parte de seus contratos deriva de contratos negociados em bolsas internacionais.
Sua criação é marcada por uma série de fusões entre empresas do mercado financeiro que hoje, juntas, formam a maior bolsa da América Latina. Em sua plataforma, podem ser negociadas ações, derivativos, títulos de renda fixa privada, moedas, títulos públicos e commodities.
A importância da B3 no mercado de commodities se dá pela oferta de contratos futuros e opções, que permitem a proteção da volatilidade de preços de produtos como commodities. Por exemplo, um produtor agrícola pode utilizar contratos futuros de milho para travar um preço antes mesmo da colheita. Assim, garante proteção contra a queda nos preços.
Como realizar operações de hedge na bolsa de mercados e futuros?
Como você percebeu, as bolsas de mercados e futuros são ambientes importantes para a realização de hedge no mercado de commodities.
A hEDGEpoint atua com profundo entendimento de todas as ferramentas que contribuem para gerenciar riscos. Oferecemos instrumentos de hedge para garantir mais proteção neste setor marcado pela volatilidade.
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Brasil deve produzir safra recorde de grãos no ciclo 2023/2024
A estimativa de produção da safra de grãos 2023/2024 no Brasil é de recorde histórico. O país é protagonista na garantia da segurança alimentar a nível mundial, com destaque para a produção de commodities como soja e milho.
As previsões não surpreendem: o agronegócio brasileiro demonstra potencial para alcançar números cada vez mais elevados, realizando investimentos que aprimoram a produtividade. Mas, quais são os possíveis desdobramentos deste cenário para o mercado local e global?
Convidamos Pedro Schicchi, Analista de Grãos e Oleaginosas da hEDGEpoint, para falar sobre o assunto. Continue a leitura e descubra!
Brasil: expectativa de safra recorde impulsionada pela soja
A perspectiva de produção recorde de grãos no Brasil para o ciclo 23/24 está ligada à alta produção da soja. A projeção inicial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta o número de 163 milhões de toneladas produzidas em solo brasileiro, aumento de aproximadamente 7 milhões em comparação à temporada anterior.
No caso da soja, o USDA indica cerca de 96 milhões de toneladas exportadas, crescimento de 2,7% em relação ao ciclo passado. Pedro Schicchi pondera que a produção global de soja é bastante concentrada em três países: “Brasil, Argentina e Estados Unidos somam cerca de 80% da produção mundial. Se eles conseguirem um bom desempenho, há grande chance de produção recorde no planeta”.
A expectativa de aumento da produção também se relaciona à previsão de melhora da produtividade em regiões como o Rio Grande do Sul, consideravelmente afetado por estiagens oriundas do La Niña na safra 22/23. Com o El Niño em curso, os produtores gaúchos costumam ter condições favoráveis. Porém, o fenômeno tende a ser ligeiramente negativo para os estados do Centro-Norte.
Nos gráficos abaixo, você confere a evolução da produção de soja e da demanda global, a partir da safra 13/14.
Produção Global de Soja (M ton) +33,1M ton

Fonte: USDA
Demanda Global de Soja (M ton) +20,7M ton

Fonte: USDA
Milho: incremento na produção total de grãos
A análise da hEDGEpoint Global Markets estima a próxima safra brasileira de milho em 133 milhões de toneladas, levemente abaixo do recorde de 133,2 milhões de toneladas de 2022/23, cuja colheita está entrando na reta final.
Schicchi pontua que a produção mundial de milho é menos concentrada do que a de soja.
“Os três maiores produtores são Estados Unidos, China e Brasil. Juntos, somam uma média de 65% da produção total. A China tem um peso muito relevante, com a maior parte do milho destinado ao consumo interno”, explica.
As expectativas de produção de milho são menos favoráveis devido a aspectos econômicos e menor otimismo em relação ao rendimento para os produtores. Em relação às exportações, o USDA estima 55 milhões de toneladas de milho brasileiro com destino para o mercado internacional.
Como o mercado global poderá responder ao ano de produção recorde?
Em anos de superávit da produção de grãos como a soja, os preços geralmente são mais baixos, o que ajuda o consumidor e diminui a inflação. Além disso, a demanda não tem acompanhado o mesmo ritmo de crescimento da produção, o que afeta as receitas dos produtores:
“Assim, poderá haver queda nos preços, já que a oferta estará maior do que a demanda. Muita soja precisará de armazenamento”, elucida Schicchi.
Na sequência, você confere o balanço global de produção de milho e soja comparado ao ritmo de consumo.
Balanço Global de Milho (M ton)

Fonte: USDA
Balanço Global de Soja (M ton)

Fonte: USDA
A soja e o milho são essenciais para a ração animal, sendo base também para a fabricação de biocombustível. Grande parte da soja é destinada à alimentação do rebanho suíno da China, por exemplo. Porém, o país chinês está com excesso de oferta de carnes:
“Isso diminui as perspectivas de crescimento no futuro, já que não há por que produzir muito mais suínos. Além disso, apesar da tendência de aumento populacional – que impulsiona o consumo de carnes -, a demanda por ração no país cresce menos que a produção global, podendo causar a redução de preços de commodities como soja e milho no mercado externo”, argumenta o Analista de Grãos e Oleaginosas da hEDGEpoint.
No gráfico, você observa que devido ao volume de abates, o preço de carne suína está baixo, enquanto o de grãos permanece relativamente alto, mantendo a margem pressionada.
Suínos China – Rebanho (M cabeças)

Fonte: hEDGEpoint, JCI, USDA, Refinitiv
Suínos China – Margens e Razão de Preços em Dalian (CNY/cabeças, kg de ração/kg de carne)

Fonte: hEDGEpoint, JCI, Refinitiv
Mercado local: safra 23/24 de grãos e menor taxa de crescimento da área produtiva
Para a safra 23/24 de grãos, as margens de lucro dos produtores estão mais apertadas, devido ao excesso de oferta que não vem acompanhando o mesmo aumento da demanda, o que provoca preços mais baixos e menor poder de compra para o produtor.
“Os custos estão mais baixos, mas os preços também. Os preços das mercadorias caíram mais do que os de insumos. Por isso, as margens de lucro estão mais apertadas para a safra de grãos 23/24. Nesta situação, prevê-se uma taxa de crescimento menor das áreas plantadas”, esclarece Schicchi.
Nos gráficos abaixo, você confere as estimativas da análise da hEDGEpoint Global Markets, sinalizando área, rendimento e produção da soja e do milho para a safra 23/24.
Soja Brasil – Área, Rendimento e Produção (M ha, ton/ha, M ton)

Fonte: Conab, Hedgepoint
Milho Brasil – Área, Rendimento e Produção (M ha, ton/ha, M ton)

Fonte: Conab, Hedgepoint
Como podemos perceber, há potencial de crescimento da área para a soja, embora não tão alto em relação a outros anos. O índice de produtividade é moderado a favorável. Se o Centro-Oeste obtiver bons resultados, esses números podem ser aumentados. Para o milho, espera-se produção em níveis semelhantes a 22/23, com leve crescimento da área.
Qual o papel da gestão de riscos neste contexto?
Quando as margens dos produtores estão mais apertadas, o papel da gestão de riscos se evidencia. Além disso, as possíveis consequências do El Niño contribuem para intensificar a chance de melhores (ou piores) resultados em determinadas regiões.
Neste contexto, movimentos de mercado podem afetar os lucros com maior intensidade. Realizar a gestão de risco se torna indispensável para proteger os negócios da volatilidade. A hEDGEpoint oferece produtos de hedge sofisticados, aliados à inteligência de mercado e a dados valiosos.
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A internacionalização do agronegócio brasileiro
A internacionalização do agronegócio brasileiro se refere ao processo pelo qual as atividades de produção, processamento e comercialização de mercadorias agrícolas são expandidas para além das fronteiras nacionais.
Esse é um processo em ascensão no Brasil. O país conquistou enorme relevância no mercado global, deixando de ser um importador de alimentos e se consagrando como o maior produtor de soja do mundo. Assim, desempenha um papel crítico no fornecimento de alimentos, destacando-se pela produção de outras commodities como milho, café e açúcar.
O agro brasileiro fechou 2022 com exportações recordes de US$ 159,09 bilhões, crescimento de 32% em relação a 2021, segundo dados do Governo Federal. Os cinco principais destinos dos embarques foram:
- China: 31,9%.
- União Europeia: 16,1%.
- Estados Unidos: 6,6%.
- Irã: 2,7%.
- Japão: 2,7%.
A internacionalização do agro proporciona o crescimento econômico e a troca de experiências e conhecimentos. Também, traz a necessidade de adoção de novas tecnologias e práticas sustentáveis.
Continue a leitura para entender como foi a evolução deste setor e qual a importância da inovação ao longo da história!
Trajetória do agro no Brasil: os primeiros anos rumo à internacionalização
Na década de 1950, o Brasil era predominantemente rural: 63,8% do total da população vivia no campo. Esse número caiu para 44% apenas 20 anos depois, devido ao intenso êxodo rural que ocorreu entre 1950 e 1970.
Até a metade do século XX, as regiões rurais brasileiras produziam mercadorias em ciclo, ou seja, a produção se concentrava em torno de um produto específico que concentrava a economia e se destinava à exportação, como o ciclo da cana-de-açúcar (de 1530 até 1700) e o do café (entre 1800 e 1930). A internacionalização do agronegócio brasileiro teve início a partir dos anos 60, com a modernização da agricultura e a diversificação de culturas.
Um novo ciclo expansivo começou nessa época, com a decisão governamental de acelerar e diversificar a industrialização. Para isso, houve investimentos em pesquisas científicas. O governo também aproveitou o contexto de liquidez nos mercados internacionais visando lucrar com os produtos brasileiros.
Todas essas decisões foram fundamentais para elevar as taxas de crescimento do produto nacional entre 1970 e 1980. A demanda de trabalho aumentou, estimulando a migração aos centros urbanos.
Política de industrialização transforma a produção do agro
A política de industrialização que se seguiu mudou totalmente as dinâmicas produtivas no Brasil. O pós-guerra introduziu a meta de desenvolvimento para todas as nações. Surgiram instituições multilaterais, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Organização das Nações Unidas (ONU).
Com essa política, a economia brasileira se diversificou e foram criados mercados para os produtos agropecuários. A redução gradual da mão de obra no campo e a maior demanda das cidades por alimentos e outros produtos exigiram a intensificação tecnológica para os produtores. Esse movimento acompanhou o desenvolvimento de pesquisas agrícolas e dos avanços na ciência.
O comportamento dos produtores mudou. No passado, eles avaliavam principalmente o aumento da área plantada. A partir da política de industrialização, o principal objetivo passou a ser a incorporação da tecnologia para elevar a produtividade. O Governo Federal investiu na criação de instituições e leis capazes de fomentar a autossuficiência na produção agrícola.
O Sistema Nacional de Crédito Rural foi instituído em 1965, considerado o principal instrumento de política agrícola e grande responsável pela expansão da economia agropecuária. Em 1972, formou-se a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) para assegurar a modernização tecnológica e aumentar a produtividade.
Tecnificação no século XXI: inovação e aumento da competitividade
No século atual, a produção sofre forte intensificação tecnológica. Só para você ter ideia, uma pesquisa realizada em 2022 pela McKinsey & Company indica que 71% dos agricultores entrevistados usam plataformas digitais em sua jornada de compras. Cerca de 50% dos participantes apontaram já usar ou estarem dispostos a usar tecnologias agrícolas nas suas operações.
A intensificação tecnológica é comprovada pela sua relevância no aumento da produção. No Censo Agro 2017, a tecnologia explicava 46,3% do crescimento do valor da produção. As inovações foram essenciais para corresponder ao aumento da demanda, fornecendo fertilizantes, defensivos, máquinas, equipamentos, sementes e demais insumos que aperfeiçoam a gestão, o processamento e a comercialização.
O processo de tecnificação impacta a eficiência produtiva, o que foi motor do crescimento da produção no Brasil, principalmente de grãos. A aplicação em larga escala de novas tecnologias teve um efeito considerável na melhora da produtividade da terra, pois reduziu a necessidade de expansão da área a ser cultivada.
A agricultura tecnificada está consolidada e integrada aos mercados nacional e internacional. Ela possibilita a produção de forma eficaz, gerando renda e ampliando a capacitação. Além disso, promove alcance global e coloca a tecnologia como força motriz para o desenvolvimento do agro brasileiro.
Além disso, a agricultura tecnificada desempenha um papel crucial na produção, distribuição e disponibilidade de alimentos em quantidade e qualidade suficientes para atender às necessidades da população global. Ao obter eficiência na produção agrícola e ampliar o acesso a diversos mercados, a tecnificação contribui significativamente para a promoção da segurança alimentar.
Isso acontece porque a agricultura tecnificada ajuda a combater a fome e a desnutrição em todo o mundo por meio da diversificação e otimização das culturas produzidas.Também, a adoção de novas tecnologias facilita o acesso a informações sobre práticas agrícolas, preços e oportunidades de negócio.
Práticas ESG são aliadas da internacionalização
A adoção das práticas ESG (Ambiental, Social e Governança, tradução livre do inglês) no agronegócio brasileiro pode desempenhar um papel fundamental na internacionalização.
Segundo a mesma pesquisa que citamos anteriormente, realizada pela McKinsey & Company, os brasileiros são os que mais incluem práticas sustentáveis no agro, como o plantio direto (+ 80% dos entrevistados) e a cultura de cobertura e controle biológico (+ de 60% dos entrevistados).
As práticas ESG são diretrizes que integram preocupações ambientais, sociais e de governança nas operações das empresas. Ao incorporá-las, os produtores brasileiros podem ganhar vantagens competitivas no cenário internacional, como:
- Acesso a mercados mais exigentes;
- Melhora da reputação e imagem das empresas do agro brasileiro devido ao estímulo à inovação e eficiência;
- Busca de melhores práticas na gestão dos recursos naturais e otimização dos processos produtivos e de governança.
Quais as perspectivas para o agro brasieiro em 2023?
Em 2023, a balança comercial do agronegócio iniciou o ano com superávit de US$ 8,69 bilhões. O valor das exportações brasileiras bateu novo recorde: US$ 10,22 bilhões, com alta de 16,4% na comparação com janeiro do ano passado.
Mesmo com a revisão das estimativas do milho e da soja em decorrência dos problemas enfrentados no Sul do país, a produção foi superior à safra anterior, com novo recorde para a soja. Com expectativa de maior participação do milho brasileiro no mercado internacional, o agronegócio poderá encerrar 2023 com contribuição ainda maior na balança comercial total do país.
O acordo que permite à Ucrânia exportar grãos por meio do Mar Negro expirou em 18 de julho. O país é um grande produtor de grãos e oleaginosas. A interrupção de suas exportações corre o risco de aumentar consideravelmente o preço dos alimentos, algo que estava sob controle com o acordo.
O Brasil poderá intensificar ainda mais seu papel no cenário global, oferecendo grãos como o milho, o que já ocorre com a exportação de quase 17 milhões de toneladas de milho brasileiro pelo corredor.
Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) , o volume da produção brasileira de grãos deverá atingir 317,6 milhões de toneladas na safra 2022/2023 , um crescimento de 16,5% ou 44,9 milhões de toneladas acima da safra 2021/ 22 . Assim, a tendência é ser uma maior safra de grãos já produzida no país.
hEDGEpoint: gestão de riscos para o agronegócio brasileiro
O agronegócio brasileiro ganhou força internacionalmente. A volatilidade dos preços das commodities internacionais se reflete no Brasil e vice-versa. Variações significativas na oferta e demanda da soja brasileira, por exemplo, causam desequilíbrios que impactam todo o planeta.
Muitas commodities agrícolas passaram a ser negociadas em dólares. Variações dessa moeda podem afetar a rentabilidade dos produtores nacionais. A hEDGEpoint está conectada com o mercado global, fornecendo acesso às principais bolsas do futuro do mundo.
Com transparência, conhecimento, tecnologia e uma compreensão sólida das commodities agrícolas e energéticas , oferecemos produtos de hedge para gerenciar riscos deste setor e contribuir na proteção dos negócios da volatilidade .
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Como o mercado de fertilizantes impacta as commodities?
O mercado de fertilizantes está diretamente relacionado com a produção de commodities agrícolas. Isso acontece porque os fertilizantes são necessários para enriquecer o solo com nutrientes essenciais ao desenvolvimento das plantas.
Por isso, eles desempenham um papel fundamental no agronegócio, melhorando a produtividade e a qualidade. Segundo dados da Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos), o Brasil importa 85% dos fertilizantes que utiliza, principalmente da Rússia e China. Interrupções na cadeia de fornecimento de fertilizantes repercutem no planejamento da safra, nos custos de produção e na mesa do consumidor.
Neste cenário, é importante compreender como o mercado de fertilizantes impacta o de commodities e qual a relevância do gerenciamento de riscos. Continue a leitura e descubra!
O que são fertilizantes?
Os fertilizantes contribuem no manejo nutricional das plantas, possibilitando o crescimento e desenvolvimento delas. Eles consistem em substâncias minerais ou orgânicas, naturais ou sintéticas, com a função de fornecer um ou mais nutrientes vegetais.
É praticamente impossível promover a produção agrícola sem usar esses insumos. A escolha do fertilizante adequado depende de aspectos como as características do solo e das culturas cultivadas. Na agricultura, destacam-se três macronutrientes:
- Nitrogênio (N): vital para o crescimento foliar e a formação de proteínas.
- Fósforo (P): importante para o desenvolvimento das raízes, flores e frutos.
- Potássio (K): possibilita o crescimento geral das plantas, além da resistência a doenças e a regulação da absorção de água.
Juntos, eles formam a sigla NPK, abreviação da mistura que contém nitrogênio, fósforo e potássio em diferentes proporções. Esses são três nutrientes indispensáveis para as plantas. Por esse motivo, encontram-se no mercado diversos fertilizantes que contam com eles em sua composição.
Qual a importância dos fertilizantes na produção de commodities?
Abaixo, destacamos os principais pontos que explicam a importância do mercado de fertilizantes para a produção de commodities.
- Produtividade
A aplicação adequada de fertilizantes pode ampliar significativamente a produção de culturas. O fornecimento equilibrado de nutrientes promove um crescimento vigoroso das plantas, resultando em colheitas mais abundantes.
Com o crescimento da população global, a produção agrícola precisa ser mais eficiente para garantir a segurança alimentar. Fertilizantes são necessários porque possibilitam cultivos intensivos e fortalecem a produtividade em áreas limitadas de terra.
Além disso, podem ser aplicados de maneira direta e rápida na correção de deficiências nutricionais nas plantas, evitando atrasos na produção e problemas de saúde nas culturas.
- Qualidade das colheitas
Fertilizantes ajudam a elevar a qualidade das colheitas, interferindo em características como a cor e o tamanho dos produtos. Isso é especialmente importante para atender às demandas dos consumidores por produtos agrícolas seguros e de alta qualidade.
- Rotação de culturas
Eles também permitem a rotação de culturas e a diversificação da agricultura, pois podem suprir a falta de nutrição do solo, o que ajuda a preservar a fertilidade.
- Solo otimizado
O uso dos fertilizantes promove efeitos nas propriedades físicas do solo. Plantas que receberam nutrientes na quantidade adequada têm crescimento favorável. Além disso, a maior quantidade de raízes e resíduos vegetais que voltam ao solo expandem a matéria orgânica, aprimorando a aeração do solo e as taxas de infiltração de água.
Que fatores interferem no mercado de fertilizantes?
Vários fatores podem interferir no mercado de fertilizantes, influenciando a demanda e a oferta, com consequência na formação de preços.
A demanda de fertilizantes está ligada à produção agrícola e às condições climáticas da safra. Quando a safra sofre devido a fenômenos climáticos desfavoráveis, a demanda por insumos diminui. Dessa forma, os preços dos adubos, por exemplo, sofrem redução.
Os avanços na tecnologia agrícola também podem interferir no mercado de fertilizantes. Técnicas de manejo mais eficientes e precisas levam a uma aplicação mais direcionada, reduzindo o desperdício e a demanda.
Subsídios, tarifas e regulamentações governamentais impactam a importação, exportação e uso de fertilizantes. Mudanças nas políticas podem modificar os custos de produção e os preços finais dos produtos agrícolas, como as variações nas taxas de câmbio. Assim, agricultores resolvem poupar economias e compram menos insumos.
Os custos de matérias-primas aplicadas na produção de fertilizantes, como gás natural (usado para formar o nitrogênio) e fosfato também afetam os preços: se houver menor oferta de fertilizantes por escassez de gás natural e os produtores precisarem do insumo, os preços irão subir.
O mercado de fertilizantes é marcado por uma combinação complexa de aspectos econômicos, agrícolas, climáticos, tecnológicos e regulatórios, que interagem de maneira dinâmica. Quando há alteração nas cadeias de suprimento de fertilizantes, todo o mercado de commodities global reage e vice-versa.
Como esses fatores podem repercutir no mercado global de commodities?
Para você entender como as mudanças no mercado de fertilizantes repercutem no mercado de commodities mundial, vamos a dois exemplos práticos.
- China após a pandemia
Em 2021, a China sentiu os efeitos de uma crise energética gerada pela alta demanda por energia durante o período de recuperação da pandemia.
Houve aumento de preços internacionais do gás natural e restrições à produção energética a partir do carvão, já que o país tem como meta reduzir as emissões de carbono até 2030. A China é o maior produtor mundial de adubos nitrogenados e fosfatados, sendo o segundo maior fornecedor de nitrogenados para o Brasil. Ocupa, assim, protagonismo nas exportações.
Com a produção menor, o fertilizante produzido na China passou a ser destinado para abastecimento interno. A consequência? O preço dos fertilizantes subiu devido à demanda inalterada.
Países como o Brasil precisaram buscar alternativas. Muitos produtores aumentaram os preços de seus produtos para compensar possíveis perdas. Segundo o Cepea (Centro de
Estudos Avançados de Economia Aplicada), da USP/Esalq, a alta de preços dos fertilizantes em 2021 foi um dos motivos que ocasionou preços elevados dos alimentos, além de questões logísticas e quebra de safra devido ao clima desfavorável.
- Guerra Rússia e Ucrânia
O segundo exemplo começou em 2022, com a guerra entre Rússia e Ucrânia. O mercado mundial de fertilizantes já enfrentava consecutivos aumentos nos preços ao longo de 2021, mas ficou ainda mais apreensivo com o conflito no Leste Europeu.
A Rússia é o maior produtor e exportador mundial de NPK, com participação de 16% de todo o composto consumindo no mundo. Quando a guerra teve início, em 24 de fevereiro de 2022, os preços dos fertilizantes apresentaram fortes altas até o fim de março.
Basis aplicado no hedge: entenda estratégias e riscos
Explicamos recentemente em nosso blog o que é basis. Esse conceito se refere à diferença entre o preço à vista de uma commodity no mercado físico em relação ao seu preço no mercado futuro.
Nas operações de hedge, o basis desempenha um papel importante, pois determina como os contratos futuros se alinham aos preços praticados à vista. Os contratos futuros são acordos financeiros padronizados entre duas partes para compra ou venda de um ativo subjacente a um preço determinado, em uma data específica do futuro.
Para você entender melhor, imagine o seguinte cenário: um produtor de milho quer proteger o valor da sua mercadoria que será colhida em junho. Para isso, ele tem a opção de vender contratos futuros de milho para entregar o produto neste mês, fixando o preço.
Porém, se o basis mudar até a data de vencimento dos contratos futuros, poderá afetar o hedge realizado. Por isso, é essencial compreender como utilizar o basis estrategicamente e quais os seus riscos.
Como utilizar de forma estratégica?
As estratégias de basis são utilizadas no mercado de commodities para aproveitar ou gerenciar as variações na diferença entre os preços à vista e os preços dos contratos futuros de um determinado produto. Essas ferramentas podem ser usadas para proteção em relação às flutuações do valor de basis.
Abaixo, pontuamos cada uma delas.
Estratégia long basis: compra de basis
Essa abordagem é utilizada quando um negociador de uma determinada commodity acredita que o preço à vista do mercado físico deve subir em relação ao preço futuro nos próximos meses.
Dessa forma, ao realizar a estratégia long basis, o negociador irá se posicionar long (compra) no mercado à vista, comprando contratos para aquisição do produto no curto prazo no mercado local. Simultaneamente, se posicionará short (venda) em contratos futuros.
Realiza-se, assim, um payoff positivo que reflete exatamente a diferença entre o preço que comprou o produto no mercado à vista e posteriormente vendeu.
Estratégia short basis: venda de basis
Essa abordagem é aplicada quando o negociador acredita que o basis de um determinado ativo em seu mercado local deverá se deslocar em um certo período. Dessa forma, o preço no mercado à vista deve diminuir ao longo do tempo em relação ao preço dos contratos futuros desta mesma commodity.
Com isso, é prevista a redução nos preços do mercado à vista em relação aos futuros, ou seja, há diminuição do valor do basis. Com a estratégia short basis, o negociador aproveita de uma base mais forte no curto prazo. Assim, pode vender o ativo no mercado local com o preço à vista, pois imagina que ele ficará ainda mais barato nos próximos meses. Simultaneamente, compra contratos futuros deste ativo na bolsa de referência.
Risco de basis: o que é e qual a relação com o hedge?
O mercado de commodities está sujeito a vários riscos. Os preços, por exemplo, sofrem influência de fatores de oferta e demanda.
Neste contexto, os riscos podem ser minimizados por meio de ferramentas de hedge. Entre elas, destaca-se o uso de derivativos, como os contratos futuros. Com essa alternativa, o hedger promete comprar ou vender a mercadoria a um preço específico, em uma data determinada.
Porém, as operações de hedge realizadas em bolsa com contratos futuros têm padrões diferentes das características dos produtos negociados no mercado físico. Isso gera a diferença de basis.
O basis varia ao longo do tempo e pode ser negativo ou positivo, refletindo, respectivamente, o fato de o preço à vista da mercadoria ser menor ou maior do que a cotação no mercado de futuros. Essa variação do basis no tempo é chamada de risco de basis. Esse conceito é importante porque pode afetar o resultado final do hedge.
Exemplo prático de aplicação do risco de basis no hedge
Para entender tudo o que explicamos, vamos voltar para o exemplo do início do texto. Pense na seguinte situação: no mês de janeiro, um produtor de milho do Rio Grande do Sul acredita que a commodity terá um preço à vista no mercado físico que estará maior no final da colheita, que acontece por volta do mês de junho.
Em sua visão, a variação do basis irá aumentar ao longo deste período, pois há previsão de oferta reduzida e aumento da procura em sua região de produção, devido à possibilidade de chuvas fortes que podem afetar a safra. Com isso, os preços da commodity à vista estarão elevados em junho.
Tendo em vista essa estimativa, ele resolve, em janeiro, comprar o grão no mercado físico à vista e armazená-lo, pois espera vendê-lo em junho com valor físico maior. Decide, também, vender contratos futuros deste mesmo grão, pois o preço, no início da colheita, está mais vantajoso do que a média histórica de preços futuros do milho nesta época.
No início da colheita, em janeiro, os preços estão na seguinte margem:
- Preço à vista no mercado físico de sua região: R$ 21,00 por saca
- Preço fixado no contrato futuro com vencimento em junho: R$ 40,50 por saca
- Base: – R$ 19,50
No fim da colheita, em junho, os preços estão na seguinte margem:
- Preço à vista no mercado físico de sua região: R$ 25,00 por saca (alta de R$ 4,00 por saca)
- Preço no mercado futuro: R$ 40,00 por saca (queda de R$ 0,50 em relação ao preço da venda do contrato futuro de R$ 40,50). .
- Basis: – R$ 15,00 (aumentou).
Quando a colheita estiver no fim e com o cenário de aumento do basis, o negociador terá:
- Lucro de R$ 0,50 em relação ao mercado futuro, pois vendeu o milho na bolsa de referência por R$40,50 em janeiro, valor fixado no contrato futuro com vencimento em junho.
- Lucro de R$ 4,00 em relação ao mercado físico. Isso acontece porque comprou o milho por R$ 21,00 por saca no início da colheita. Logo, obteve vantagem, já que, no fim da colheita, o valor no mercado físico subiu para R$ 25,00. Assim, ele poderá vender o milho que comprou em janeiro por um valor físico mais alto em junho.
Somando o resultado da bolsa + mercado físico, o produtor teve um ganho de R$ 4,50 por saca, o que reflete a variação do basis que aumentou. Porém, se o basis fosse reduzido, ele provavelmente teria prejuízo: esse é o risco de basis na prática.
hEDGEpoint: instrumentos de hedge para o seu negócio
Entender o que é basis, como utilizá-lo estrategicamente e quais os riscos da sua variação faz toda a diferença no hedge. Assim, é possível proteger o seu negócio, tomando decisões embasadas.
A hEDGEpoint atua com profundo conhecimento do mercado de commodities, aliando tecnologia, insights e análises de dados para aplicar instrumentos de gestão de riscos.
Fale com um profissional da hEDGEpoint para saber mais!
O que são contratos a termo e contratos futuros?
Contratos a termo e contratos futuros são tipos de derivativos utilizados no mercado financeiro, inclusive para as commodities. Eles funcionam como instrumentos financeiros aplicados na compra ou venda de determinado ativo, em uma data futura e seguindo um preço acordado.
Através deles, os negociadores buscam se proteger em relação às variações de preços dos ativos em que estão expostos. Por exemplo, se um agricultor pretende vender sua soja em três meses, mas acredita que os preços terão caído até lá, ele pode vender futuros de sua safra para fixar o preço.
Se o valor futuro ficar abaixo do valor acordado, ele não sairá perdendo, pois o preço foi fixado anteriormente. Essa é uma técnica bem conhecida de hedge.
Neste artigo, você irá entender os conceitos desses dois modelos de contrato e como eles são aplicados.
Contratos a termo: personalização e flexibilidade
Contratos a termo, também conhecidos como contratos a prazo, são acordos entre duas partes para comprar ou vender um ativo em uma data futura e a um preço pré-acordado.
Esses contratos são negociados diretamente entre as partes envolvidas, em vez de serem negociados em bolsas de valores como os contratos futuros. As suas principais características incluem:
- Personalização: as partes podem ajustar os termos e condições do contrato de acordo com suas necessidades específicas, como quantidade do ativo negociado e a data de liquidação.
- Liquidez: geralmente, os contratos a termo são menos líquidos, pois são personalizados e negociados no mercado de balcão (OTC) e não em uma bolsa de valores centralizada. Na prática, as operações contratadas poderão ser liquidadas na data do vencimento ou em data antecipada solicitada pelo comprador, pelo vendedor ou por acordo mútuo. Assim, o tipo de antecipação do prazo de liquidação deve ser indicado no momento de realização da operação.
- Risco de crédito: como esses contratos são negociados diretamente entre as partes envolvidas, há um risco de que uma das partes não cumpra suas obrigações no vencimento.
- Regulação: os contratos a termo têm menos regulamentação, já que não são negociados em bolsas. Isso pode oferecer mais flexibilidade, mas também pode resultar em menos transparência aos negociadores.
Uma das principais vantagens dos contratos a termo é a possibilidade de personalização e flexibilidade. Além disso, dispensa-se o requisito de garantia de margem, bem como não possuem restrições regulatórias.
Com os contratos a termo, é possível realizar o hedge por meio da proteção do ativo, que terá o valor preestabelecido para pagamento até a data de fechamento do contrato. A prática neutraliza a volatilidade e os riscos de alteração no preço deste ativo ao longo do tempo.
Contratos futuros: regulamentação padronizada
Já os contratos futuros são acordos padronizados, negociados em bolsas de valores sem contato direto entre os negociadores. Esses modelos de contrato têm características como:
- Padronização: são altamente padronizados em termos de tamanho, quantidade, qualidade do ativo subjacente, datas de vencimento e outras especificações.
- Liquidez: são mais líquidos do que os contratos a termo, devido à sua negociação em bolsas de valores. Na prática, significa que há mais participantes dispostos a comprar e vender esses contratos.
- Garantia de margem: é um valor inicial que o negociador precisa ter em sua conta para se posicionar em algum produto do mercado de futuros, seja de compra ou venda. Não representa um pré-pagamento dos contratos negociados, mas uma garantia de que todos os compromissos assumidos serão honrados, considerando possíveis ajustes decorrentes da volatilidade de preços.
- Mercado organizado: por serem negociados em bolsas de valores, ganha-se transparência, supervisão regulatória e um ambiente de negociação seguro para os participantes. Diariamente, os contratos futuros são também ajustados com base nas mudanças de preço do mercado.
- Variedade de ativos: podem ser baseados em uma ampla variedade de ativos, incluindo commodities e taxas de juros. Com isso, há uma diversificação maior de estratégias de investimento e proteção contra riscos.
Os contratos futuros fornecem garantia em termos de volatilidade no preço do ativo subjacente. Uma de suas principais vantagens é a possibilidade fácil de liquidação por meio da abertura de uma posição contrária no mesmo mercado.
Pense que você comprou um contrato futuro para adquirir um ativo com 60 dias restantes para o vencimento. Como alternativa, é possível realizar outro contrato futuro para vender o ativo em 60 dias. Se os preços de ambos os contratos forem iguais, não haverá impacto na posição geral, sendo possível fechá-la.
Quais as principais diferenças entre contratos a termo e contratos futuros?
Para compreender as principais diferenças entre eles, vamos ao exemplo de situações práticas com a commodity de soja que mencionamos no início do texto.
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Negociação com contratos a termo
João, um produtor de soja, ainda não colheu sua safra e teme que os preços estejam muito baixos quando for vendê-la, dentro de 30 dias. Para assegurar o preço de venda capaz de garantir a margem de lucro, ele procura um comprador que está achando o contrário.
Então, os dois acordam o preço de R$ 100 a saca e estabelecem a quantidade de 100 sacas para liquidação em 30 dias. Após esse período, o preço à vista está em R$ 90.
O produtor entregará a soja a R$100 por saca, conforme acordado no contrato, lucrando R$ 10 por saca em relação ao preço ao qual o mercado está negociando no momento do vencimento. Já o comprador sairá no prejuízo, pagando R$ 100 de uma mercadoria que passou a valer R$ 90, ou seja, perde R$ 10 por saca.
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Negociação com contratos futuros
Pense que João comprou contratos futuros de soja para liquidação em 6 meses. Ele fez isso porque acredita que o preço dos mesmos deve subir ao longo do tempo. Para isso, realiza o depósito de margem de garantia.
Diariamente, será comparado o valor do contrato adquirido por João com o valor de fechamento dos futuros de soja referentes ao mesmo vencimento do contrato de João. Esse procedimento é denominado de ajuste diário.
Havendo alta do preço, a diferença será depositada na conta de João. Em contrapartida, havendo queda de preço, a diferença deverá ser depositada por João por meio da chamada de margem.
João pode liquidar seu contrato a qualquer momento, vendendo o contrato ao mercado pelo preço atualizado e obtendo seu lucro ou prejuízo final.
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Conclusão
Como você pôde perceber, nos contratos futuros, a negociação é padronizada e realizada na bolsa. Já o contrato a termo é negociado no mercado de balcão, personalizado e sem necessidade de margem de garantia. Os contratos futuros sofrem ajustes diários, seguindo as mudanças do mercado. Por isso, a margem deve sempre ser cumprida.
hEDGEpoint: produtos de hedge para os negócios
Entender quais as diferenças entre contratos a termo e futuros requer conhecimento profundo do mercado de commodities. Recorrer ao uso de derivativos é importante para conseguir estabelecer uma estratégia bem definida no momento de negociação.
A hEDGEpoint conta com profissionais que atuam neste setor e dominam todos esses conceitos. Oferecemos produtos de hedge que proporcionam maior proteção à variação de preços.
Entre em contato para saber mais!
O que é basis? Explicamos o conceito para você!
No mercado de commodities, o termo basis se refere à diferença entre o preço físico praticado em determinada região local e o preço no mercado futuro de uma mesma commodity. O preço futuro é relacionado ao preço do ativo na bolsa de valores de referência, tendo sempre como base o contrato com vencimento mais próximo.
Para você compreender, vamos usar o milho de exemplo. Suponha-se que o preço físico na região de Sorriso, no estado brasileiro do Mato Grosso, está por volta de R$ 75,00 a saca.
A cotação do próximo contrato desse mesmo milho na B3, sigla que define a bolsa de valores do Brasil, está em R$ 95,00. Aqui, o valor do basis será de R$ 20,00 negativos. Ao avaliarmos esse valor dentro de uma análise histórica, é possível comparar com as médias de outros anos e identificar se a situação atual do mercado está a favor da compra ou venda.
Neste texto, explicamos como o cálculo do basis é realizado, quais fatores influenciam em seu preço e apresentamos as duas principais estratégias que o envolvem.
Continue a leitura e descubra!
Basis: compreendendo o cálculo
Nos mercados locais, o preço de uma mercadoria é ajustado de acordo com as cotações praticadas nas bolsas de valores e variáveis como frete, manuseio, armazenamento, qualidade, taxa de câmbio e fatores de oferta e demanda que afetam essa área específica.
O basis é calculado subtraindo o preço à vista da commodity no mercado físico em determinada região local pelo preço do mesmo produto no mercado futuro e pode ser positivo ou negativo. Quando é positivo, significa que o produto no mercado físico está com valor à vista mais caro que no mercado futuro. Nesse caso, é comum que receba o nome de prêmio ou ágio. Se for negativo, chama-se desconto ou deságio.
Caso a negociação esteja sendo realizada por meio de contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago (CBOT), por exemplo, o cálculo do basis deve levar em consideração a conversão de sacas em bushels (unidade de medida utilizada para comercialização de grãos em bolsas internacionais).
Quais fatores influenciam o basis?
O basis pode sofrer influências de quatro fatores:
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Curva de preços dos contratos futuros da commodity
A curva de preço dos contratos futuros reflete o equilíbrio entre oferta e demanda. É uma representação gráfica que mostra as cotações dos contratos futuros de uma commodity ao longo de diferentes vencimentos.
Essa curva é uma ferramenta importante para os negócios envolvidos na cadeia global de commodities, pois fornece informações sobre as expectativas do mercado em relação aos preços futuros da commodity.
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Oferta e demanda local
Para a maior parte das commodities agrícolas, existe uma sazonalidade do volume produzido. No Hemisfério Sul, por exemplo, os períodos de maior oferta se dão no primeiro semestre. Por isso, observa-se o enfraquecimento do basis em países como o Brasil, já que o preço no mercado futuro cresce mais do que o preço à vista.
Já no segundo semestre, identifica-se uma oferta mais significativa no Hemisfério Norte, período em que o basis no Brasil se fortalece, devido a um volume menor ofertado localmente. Assim, o preço à vista cresce mais do que o preço futuro.
Em regiões brasileiras onde há maior capacidade de armazenamento de grãos, existe a possibilidade de estocagem do produto para venda no período em que o preço local está mais atraente.
Quando não há capacidade de armazenamento, os produtores são obrigados a comercializar seu produto logo após a colheita. O excesso de oferta nesse período resulta em pressão nos preços e maior pronunciamento sazonal da curva de basis.
Nos gráficos abaixo, você confere a variação do basis do milho no Brasil e nos Estados Unidos, observando a diferença dos valores conforme os hemisférios.
-
Taxa de câmbio
Constitui um fator de influência no basis de commodities que têm o seu preço referenciado em bolsas externas, como no caso da soja e do milho. Nesses casos, um fortalecimento da taxa de câmbio poderá resultar em um enfraquecimento do basis nos mercados locais brasileiros. Por sua vez, uma taxa de câmbio com moeda local mais valorizada tende a fortalecer o basis nos mercados locais.
-
Custo de logística de transporte
Os custos logísticos decorrentes do transporte das mercadorias do campo até o porto de exportação são um dos principais fatores de influência no basis. Devem ser incluídos no cálculo também os custos portuários e demais taxas necessárias para se embarcar a produção. O preço conferido ao produto embarcado disponível para a exportação é conhecido como preço FOB (da sigla em inglês Free on board).
Estratégias envolvendo basis: entenda os conceitos
O basis pode ser aplicado de duas formas estratégicas para ser utilizado a favor dos negociadores:
- Estratégia long basis (compra de basis): é aplicada com base na ideia de que o preço no mercado físico à vista da commodity aumentará em relação ao preço dos contratos futuros até o seu vencimento. Dessa forma, ao realizarmos a estratégia long basis, posicionamos long (comprados) no mercado à vista e simultaneamente short (vendidos) em contratos futuros da commodity.
- Estratégia short basis (venda de basis): costuma ser utilizada com base na expectativa de que o preço da commodity no mercado físico à vista cairá em relação ao preço dos contratos futuros até o seu vencimento. Por isso, envolve vender a commodity física e comprar contratos futuros.
hEDGEpoint: profundo entendimento para o seu negócio
O basis é um assunto bastante complexo e influenciado por fatores distintos, tanto globais quanto regionais. Compreender esse conceito faz toda a diferença nos negócios.
A hEDGEpoint entende profundamente o setor de commodities e os aspectos que interferem em sua dinâmica. Com inteligência de mercado, análise de dados e conhecimento multidisciplinar da nossa equipe, oferecemos ferramentas de hedge para gerenciar riscos desse mercado.
Fale com um profissional da hEDGEpoint e saiba como podemos ajudar.
hEDGEpoint: conheça os setores de atuação da empresa
A hEDGEpoint oferece produtos de proteção da volatilidade para a cadeia global de commodities agrícolas, energéticas e moedas, sempre com base em análises e estudos de inteligência de mercado. De produtores e cooperativas a comerciantes e grandes indústrias do mercado de commodities, existimos com a missão de empoderar os clientes para gerenciar a volatilidade do mercado, transformando riscos em oportunidades.
Com uma abordagem comercial personalizada, acompanhamos as tendências e respondemos estrategicamente aos movimentos do mercado. Para isso, oferecemos acesso a mercados globais e produtos financeiros sofisticados.
Trabalhamos com os seguintes segmentos:
- Agricultura: atuamos com produtos de hedge para a cadeia de commodities agrícolas de grãos e oleaginosas, algodão, café, cacau proteína animal. açúcar e etanol.
- Energia: entendemos profundamente os desafios associados à gestão de riscos no mercado de energia de commodities como petróleo e derivados, gás natural e biocombustíveis.
- Moedas: oferecemos produtos de hedging, o que permite acesso à negociação em uma gama de moedas.
Abaixo, explicamos todos os detalhes de como agimos em cada um desses setores, destacando o papel dos nossos profissionais para desenvolver ferramentas de hedge eficazes.
Setor agrícola: volatilidade constante exige gestão de riscos
As commodities agrícolas estão sujeitas a fatores instáveis, como as alterações climáticas que podem comprometer ou favorecer o sucesso das safras. Ademais, existe a influência de conflitos políticos e mudanças econômicas. A consequência? Impactos na oferta e demanda de determinados produtos, repercutindo em toda a cadeia global de commodities.
Diante desse cenário, pode ser um diferencial contar com um parceiro que ofereça análises de dados, insights e produtos de gerenciamento de riscos. Na hEDGEpoint, nossa equipe conhece o campo e suas variáveis, pois entendem as características próprias de cada commodity agrícola, como soja, trigo e milho. Assim, estabelece-se uma relação de proximidade com o cliente, visando à compreensão das necessidades específicas do negócio.
Aliando o conhecimento dos profissionais com tecnologias de ponta, a hEDGEpoint fornece proteção de riscos relacionados a preços e taxas de câmbio que atingem o setor agrícola. Personalizamos as ferramentas conforme o modelo de negócio, de acordo com cada etapa da cadeia.
Em qualquer tipo de commodity agrícola podem ser aplicadas ferramentas de hedge, pois dizem respeito às transações financeiras realizadas, não ao produto em si. Essas operações são recomendadas para todos que estão sujeitos a riscos devido às variações de preços. Desde gestores com experiência limitada a empresários que realizam grandes transações, a hEDGEpoint contribui para trazer proteção a partir de uma ampla visão desse contexto tão complexo.
Unindo inteligência de mercado a produtos sofisticados de hedge, oferecemos operações financeiras para proteção do setor agrícola. Atuamos, assim, contra variações de preço do mercado de commodities agrícolas.
Setor energético: inovações e desafios
O mercado de energia é caracterizado por variáveis que influenciam consideravelmente a formação dos preços das commodities. Com a guerra entre Rússia e Ucrânia em curso, a crise climática global e a adoção de iniciativas ESG, são muitas as mudanças que podem causar oscilações significativas.
Entre as principais commodities energéticas, há o petróleo e derivados, o gás natural e os biocombustíveis. O petróleo é extremamente importante na atualidade, sendo utilizado em atividades industriais variadas devido à sua capacidade de refino. É um recurso natural não renovável encontrado em países como Estados Unidos, Arábia Saudita e Rússia.
O gás natural, por sua vez, é uma forma de energia fóssil. Composto principalmente por metano (CH4), juntamente com pequenas quantidades de outros hidrocarbonetos leves, é uma fonte versátil e com menos impactos ambientais do que o petróleo. Entre as suas principais aplicações, é usado como combustível veicular e também para gerar aquecimento e eletricidade.
Diversas inovações estão chegando no mercado de energia. Cada vez mais, há investimentos para que sejam utilizadas matérias-primas sustentáveis e menos poluentes. Neste contexto, os biocombustíveis têm ganhado relevância como uma alternativa viável aos combustíveis fósseis, visto que são renováveis e produzidos por meio de biomassa ou matéria orgânica.
A hEDGEpoint tem um entendimento profundo de todo esse cenário. Atuamos com inteligência de mercado e avaliamos como os mais diversos fatores podem afetar as commodities energéticas. Realizamos a gestão de riscos financeiros para identificar possíveis exposições, com ferramentas personalizadas que ajudam a limitar flutuações de estoque e proteger contra as variações de preço dos fornecedores.
Moedas: alternativa para gerenciar riscos
A hEDGEpoint é uma empresa que atua no mercado financeiro, adotando ferramentas para oferecer proteção aos clientes dos setores de agricultura e energia. A flutuação de moedas é uma realidade enfrentada pelos negócios envolvidos na cadeia de commodities. Pensando nisso, oferecemos produtos de hedge que dão acesso às negociações em uma gama de moedas.
O mercado de câmbio é o maior do planeta em relação ao volume de transações e à liquidez. A cada segundo, a taxa de compra ou venda de uma certa moeda pode mudar. Essa volatilidade tem riscos de prejudicar investimentos. Com ferramentas de hedge, é possível proteger a empresa dessas flutuações cambiais.
Assim, as operações de hedging atuam como uma proteção de preço, de forma total ou parcial, em relação a uma determinada exposição futura de câmbio contra variações adversas nos preços.
Com ajuda de profissionais em inteligência de mercado, as ferramentas usadas contribuem para prever a movimentação de uma moeda em uma data específica. Dessa forma, é possível comparar instrumentos para encontrar o mais adequado, ajudando os negócios a realizarem o planejamento.
Equipe global focada no cliente
A equipe da hEDGEpoint tem experiência global no mercado de commodities e presença próxima às operações do cliente.
Com uma cultura organizacional centrada nas pessoas, construímos um relacionamento mais próximo e transparente. Também, adotamos o compromisso de incluir iniciativas ESG como parte de nossas práticas, exercendo a gestão de riscos considerando aspectos ambientais, sociais e de governança.
Nossos produtos de hedge se aplicam tanto para as commodities agrícolas, energéticas e de moedas, incluindo:
- Acesso às principais bolsas do mercado futuro e de opções, prezando pela agilidade e eficiência. O mercado futuro envolve a negociação de contratos futuros padronizados, nos quais as partes concordam em comprar ou vender um ativo subjacente (como commodities e moedas) em uma data futura específica, a um preço acordado no presente. Já o mercado de opções envolve a negociação de contratos de opções que dão ao titular o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo subjacente a um preço fixo em uma data futura.
- Acesso às operações OTC, criando um novo ambiente para o comércio financeiro. OTC significa “mercado de balcão” (tradução do inglês Over-the-Counter) e se refere às transações financeiras que ocorrem diretamente entre as partes, fora de uma bolsa de valores ou mercado organizado. Nesse tipo de transação, as partes negociam e acordam os termos de forma personalizada.
- Acesso às negociações em uma gama de moedas.
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